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| Concurso para a Terceira Travessia do Tejo lançado em Janeiro de 2009 |
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O concurso público para a Terceira Travessia do Tejo, entre Chelas e o Barreiro, deverá ser lançado em Janeiro de 2009, dois meses depois do prazo previsto no calendário do Governo, afirmou na semana passada um administrador da RAVE. "Houve um atraso de dois meses na entrega do estudo de impacte ambiental, prevista para Novembro, pelo que apontamos Janeiro de 2009 como data para o lançamento do concurso" para a construção e concessão da terceira ponte sobre o Tejo, afirmou Carlos Fernandes. O responsável da RAVE - Rede Ferroviária de Alta Velocidade falava à margem da abertura das propostas para o concurso do primeiro troço do projecto português de alta velocidade, entre Poceirão e Caia, ao qual se apresentam quatro consórcios. Carlos Fernandes disse que este atraso na entrega do estudo de impacte ambiental
foi "compensado com a introdução de melhorias no projecto
e com o avanço nas negociações com a Câmara Municipal
de Lisboa". No entanto, o administrador da RAVE considera que este atraso não vai comprometer a abertura da linha de alta velocidade Lisboa-Madrid, que passará por cima da nova ponte e cuja entrada em funcionamento está prevista para 2013. "Esperamos manter todos os prazos para que no segundo semestre de 2013 possa abrir toda a ligação Lisboa-Madrid", sustentou. A travessia entre Chelas e o Barreiro, terá duas vias para a alta velocidade, duas vias para a rede convencional e duas vias com três faixas cada uma para o tráfego rodoviário, representa um investimento de 1,7 mil milhões de euros. A solução escolhida tem 7,3 Km de extensão com a zona de navegabilidade marítima sob tabuleiro suspenso com vãos de 165m+540m+165m. No que toca à escolha da secção transversal esta será composta por uma treliça tipo Warren de duplo deck com 4 linhas de alta-velocidade no tabuleiro superior e 6 faixas de rodagem no tabuleiro inferior. Os tramos fora da zona suspensa têm 120m de extensão com altura entre eixos das cordas de 9,6m, o que prefaz um rácio vão/profundidade de 12,5. Só nas zonas dos apoios da zona supensa é que esta altura de 9,6m foi incrementada.
fonte: Jornal Construir
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| Duarte Franco |
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